na xícara fumegante, o dia começa,
a segunda é pesada, mas há leveza.
o aroma desperta o que o sono esconde,
cada gole traz o calor que responde.
é rotina, é pressa, é vida que avança,
mas no café encontro a calma, a esperança.
um abraço em forma líquida, quente,
que transforma o comum em algo diferente.
misturo o amargo com pitadas de afeto,
e o cansaço se dissolve no gesto discreto.
segunda-feira renasce, menos dura,
quando o café vem temperado com ternura.
cada sorvo carrega um toque de amor[e],
e mesmo na correria, há sempre sabor~e.
Para Val [Amore] Lipari,
minha eterna musa inspiradora,
cujo próprio nome parece guardar a essência da inspiração.
aquela que se extrai lentamente, como o aroma que se desprende de uma xícara fumegante,
e que, ao sabor de cada gole, desperta poesia, memória e encanto.
Você é dessas raras inspirações que não se procuram:
simplesmente chegam, permanecem
e transformam o cotidiano em verso.
