Até breve...

Até breve… conta a história de Helena e Figueiredo. Os dois têm 25 anos, mas a história deles começou bem antes, ainda nos últimos suspiros do ensino médio.

Depois da escola, a vida tratou de colocá-los em caminhos que, à primeira vista, pareciam seguir direções diferentes. Helena foi trabalhar como mecânica de motores de automóveis ~ mãos na graxa, olhos atentos às engrenagens. Figueiredo encontrou seu lugar atrás dos balcões, trabalhando como barman nas noites de Ribeirão Preto.

O tempo passou. Eles cresceram, estudaram, se formaram. Helena tornou-se engenheira mecânica; Figueiredo, formado em Gastronomia. E, enquanto construíam suas próprias histórias, continuaram construindo uma terceira: a deles.

Agora decidiram contá-la.

Como se conheceram. Como aprenderam a se amar. Os lugares por onde passaram, as viagens que fizeram, os sonhos que dividiram, as diferenças que precisaram acomodar e tudo aquilo que, quase sem perceber, os trouxe até aqui.

E eles vão se casar.

Seria, então, o fim do primeiro capítulo?

Talvez.

Pensando bem, não.

Aos 25 anos, a vida ainda está abrindo as janelas. Helena e Figueiredo querem viajar, descobrir lugares, colecionar histórias, errar algumas estradas [porque ninguém acerta todas] e viver muito antes que alguém resolva chamá-los de adultos responsáveis.

Talvez seja justamente esse um dos tamanhos possíveis do amor: ter alguém com quem viver o presente e, ao mesmo tempo, perceber que aquilo que estamos vivendo já está virando memória.

Por isso decidiram registrar esta história.

Hoje, ela pertence aos dois.

Amanhã, quem sabe, filhos e netos abrirão estas páginas para descobrir quem eram Helena e Figueiredo quando tinham apenas 25 anos. Talvez riam das fotografias, estranhem as roupas, reconheçam alguns gestos e descubram que certas histórias de família começaram muito antes deles.

capa de livro até breve romance

E talvez entendam uma coisa bonita: há amores que não são escritos porque terminaram.

São escritos justamente porque ainda têm muita história pela frente.

Por isso, Até breve… não é uma despedida.

É uma promessa de tudo o que ainda está por vir. E, no dia em que Helena e Figueiredo começam oficialmente um novo capítulo, esta história se transforma também em presente: um pedaço da vida dos dois oferecido aos convidados que escolheram para testemunhar o começo do resto dela.